segunda-feira, 29 de setembro de 2014

O MANIFESTO DOS GENERAIS E A HIPOCRISIA DA GOVERNANTA

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O MANIFESTO DOS GENERAIS E A HIPOCRISIA DA GOVERNANTA
(Gen.Bda Paulo Chagas - 27/09/2014)
Caros amigos
A chamada "Comissão Nacional da Verdade" (CNV) perdeu a sua legitimidade no dia em que decretou, por iniciativa de seus “comissários”, que não iria cumprir a “lei” que a criara.
A Governanta - candidata, desinformada e hipócrita, a reeleição -, reagindo ao “Manifesto dos 27 Generais”, declarou, em primeiro lugar, o óbvio – “quem não quiser pedir [desculpas] que não peça”-, e, em seguida, o quanto desconhece ou desconsidera o que seja democracia e legalidade, porquanto referiu-se à CNV por intermédio da lei violada que a criou, lembrando, inclusive, a sua aprovação pelo Congresso – poder que o seu partido quis comprar e que pretende neutralizar com a criação de “sovietes”, caso vença as eleições -, acrescentando que “leis, no estado democrático de direito, têm que ser cumpridas”!
“Santa incoerência”, diria ao Batman um espantado Robin!
Como é possível apelar à legalidade de uma comissão que se autocolocou fora da lei, tornando-se definitivamente desmoralizada e uma ameaça à verdade, já que, declaradamente e por unanimidade, posicionou-se a favor de uma investigação unilateral, facciosa e ao arrepio da lei?
A CNV transformou-se em uma farsa a serviço do nada! Não passa de mais um cabide de empregos para apaniguados de terroristas assassinos e mentirosos que não conseguem conviver com a honestidade, a verdade, a grandeza e, principalmente com a humildade para aceitar a derrota e admitir que nunca foram democratas e que nunca lutaram por liberdade!
Considerando a hipocrisia do fato e da alegação, cumpre, por oportuno, comentar, ainda, dois outros correlatos. O primeiro refere-se ao último mote da campanha da Governanta quando enfoca sua “determinação” para, em seu suposto próximo mandato, dar combate à ação dos corruPTos, acabando com a impunidade, “doa a quem doer”. O segundo, intimamente ligado ao primeiro, diz respeito ao uso dos Correios e Telégrafos para o envio de propaganda política dela própria!
Como quer a Sra Governanta que acreditemos que o governo mais corruPTo da história deste País vá, algum dia, combater seu mais rentável ganha pão?
Como quer a Sra Governanta que venhamos a dar crédito a um compromisso de campanha assumido por intermédio da utilização corrompida de recursos e meios públicos?
Será que a Sra Governanta dará provas de sua determinação legalista e anticorruPTiva ainda no tempo que lhe resta do mandato vigente?
Que moral tem a Sra Governanta para falar de desculpas ou cumprimento da lei aos Srs Generais do Exército de Caxias, pois, com certeza, não são eles nem o Exército que devem desculpas à Nação?
Gen Bda Paulo Chagas

domingo, 28 de setembro de 2014

Manifesto de generais condena o ministro da Defesa, Celso Amorim

Manifesto de generais condena o ministro da Defesa, Celso Amorim

O Globo André Coelho O ministro da Defesa, Celso Amorim BRASÍLIA - Manifesto assinado por 27 generais de Exército, todos na reserva, criticou a posição do ministro da Defesa, Celso Amorim, de que as Forças Armadas teriam reconhecido a ocorrência de morte e desaparecimento de pessoas durante o regime militar. No documento, divulgado pelo jornal "O Estado de S. Paulo", os oficiais, três deles ex-ministros do Exército, disseram abominar "peremptoriamente" as declarações do ministro e garantiram que os "embates", como chamavam a repressão desencadeada contra as organizações de esquerda, "não foram iniciados por nós, pois não os desejávamos".
O manifesto circulou no momento em que a Comissão Nacional da Verdade negocia com o Ministério da Defesa e o comando de Exército, Marinha e Aeronáutica a liberação, para fins de investigação, das folhas de Alterações (espécie de currículo militar) dos agentes das três armas envolvidos em casos de tortura e mortes de vítimas do regime. Os militares têm resistido à entrega de documentos, como relatórios produzidos por órgão de inteligência e informações e prontuários médicos.
A Comissão Nacional da Verdade e a Comissão da Verdade do Rio fizeram na sexta-feira, no Rio, uma audiência para tratar do caso dos nove chineses que, em 1964, foram presos, torturados e submetidos a uma investigação policial militar.
A Justiça Militar acusou-os de subversão e espionagem. No mesmo ano e no início de 1965, foram processados, condenados e expulsos do Brasil. Uma das vítimas, o jornalista Ju Qingdong, de 84 anos, gravou um vídeo, dia 16, apresentado na audiência:
"Tudo o que fazíamos estava conforme a lei do Brasil. Desde a manhã de 2 de abril, o prédio onde estava a sucursal (da agência de notícias) de Hsinhua foi vigiado e controlado pela polícia. Depois, policiais entraram à força. Após a entrada à força no apartamento, eu fui amarrado com os braços para trás, e forçado a ir com eles em todos os cômodos. Eles batendo cruelmente em mim. Golpearam minha face com a coronha".
O Globo

sábado, 27 de setembro de 2014

GAÚCHO QUE TEM SANGUE FARROUPILHA NA VEIA, VOTA EM AÉCIO 45.....PONTO FINAL

Aécio afaga militares em visita ao Rio Grande do Sul


O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, disse que seu grupo político é o que tem condições de gerar expectativa positiva dos investidores para que o Brasil possa crescer e fez afagos aos militares logo depois de desembarcar no aeroporto de Santa Maria para ato de campanha na cidade da região central do Rio Grande do Sul, nesta quinta-feira, 25.
"Temos que agir hoje pensando no futuro", falou aos repórteres, em rápida entrevista coletiva. "Ou encerramos um ciclo perverso de crescimento baixo e inflação alta para que o Brasil volte a gerar confiança nos investidores e o Estado se organize para fazer os investimentos necessários em infraestrutura ou vamos estar lamentando daqui a quatro anos mais um equívoco".
O tucano disse estar "extremamente feliz" pelo atual momento da sua campanha e, na sequência, citou as características de Santa Maria, um centro universitário e militar, para falar de suas propostas. "Venho em um momento em que nossa candidatura mostra sua recuperação", reiterou, prevendo "grande resultado".
"Será um resultado que permitirá um governo de respeito à ordem, às regras do mercado e à segurança jurídica e quero dizer, em Santa Maria, de forma especial, às Forças Armadas, hoje sucateadas, que precisam ter plano de investimento e de profissionalização de médio e longo prazo".
Questionado pelos repórteres, Aécio voltou a dizer que o fator previdenciário será substituído por um mecanismo que não puna os aposentados. Mas não especificou como será essa mudança, "Vamos fazer num diálogo franco com a classe trabalhadora", prometeu, admitindo que existem propostas tramitando no Congresso, inclusive a do petista Pepe Vargas, que calcula o benefício juntando idade e tempo de serviço, que podem ser um caminho.
"Nosso compromisso é garantir o reajuste real do salário mínimo, o reajuste da tabela do Imposto de Renda pela inflação e corrigir ao longo do tempo a defasagem que aí esta e negociar um novo instrumento que não puna como vem punindo os aposentados o fator previdenciário", reiterou Aécio.
O candidato tucano também acusou a bancada governista no Congresso Federal de evitar a votação de propostas favoráveis aos Estados e municípios, como a mudança das alíquotas de atualização das dívidas com a União. Defendeu, ainda, que o governo federal, quando faz suas desonerações não faça também na parte que não é sua, a dos Estados e municípios.
Acompanhado da também senadora Ana Amélia Lemos (PP), líder nas pesquisas de intenção de voto para o governo do Rio Grande do Sul, e do deputado federal Nelson Marchezan Júnior (PSDB), que tem base eleitoral na região, Aécio percorreu os 200 metros do calçadão Salvador Isaías, no centro da cidade, escoltado por cerca de 150 militantes.
No trajeto, percorrido em menos de meia hora, cumprimentou funcionários de lojas, tirou fotografias com alguns deles, distribuiu abraços e acenou para quem olhava de janelas, enquanto os acompanhantes gritavam seu nome ou o de Ana Amelia ou o coro "fora, PT".
Quando chegaram à praça Saldanha Marinho, Aécio e seus simpatizantes passaram por portadores de bandeiras de todos os partidos que ficam no local fazendo propaganda política. Uma parte dos militantes voltou a gritar "fora, PT", mas os poucos adversários que estavam no local evitaram a provocação e permaneceram quietos, segurando suas bandeiras e olhando a passagem dos tucanos e aliados.
Ao final da caminhada, Aécio subiu em uma caminhão de som e, em discurso de menos de um minuto, afirmou que "chegou a hora da virada".ET

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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Quem vota hoje

Quem vota hoje
Até a Constituição de 1988, o voto era um direito negado aos analfabetos, um percentual significativo da população, sem falar dos soldados e marinheiros. Não deve causar surpresa, portanto, o fato de presidentes eleitos com números expressivos, como Jânio Quadros, que obteve quase 6 milhões de votos em 1960, terem participado de eleições que mobilizaram somente 10% da população do país.

A partir de 1988, com a Constituição que continua em vigor, o eleitorado aumentou consideravelmente, e veio a ultrapassar a casa dos 100 milhões. Atualmente, o voto é obrigatório para todo brasileiro com mais de 18 anos e facultativo aos analfabetos e para quem tem 16 e 17 anos ou mais de 70 anos. 

Estão proibidos de votar os estrangeiros e aqueles que prestam o serviço militar obrigatório.




O voto no Brasil hoje

Autor: Carlos Alberto Bittar Filho
 

Como regra geral, o alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios,ou, nos termos da Constituição, “obrigatórios para os maiores de dezoito anos”. Aparta-se o Brasil, nesse particular, de países como os Estados Unidos e a França, em que o voto é facultativo. Mas, por outro lado, o alistamento eleitoral e o voto são facultativos para os analfabetos, os maiores de setenta anos e os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.
São condições de elegibilidade: a) a nacionalidade brasileira; b) o pleno exercício dos direitos políticos; c) o alistamento eleitoral; d) o domicílio eleitoral na circunscrição; e) a filiação partidária; f) idade mínima para determinados cargos (por exemplo, trinta e cinco anos para Presidente, Vice-Presidente da República e Senador). Carecem de elegibilidade os inalistáveis e os analfabetos.
O militar alistável é elegível, desde que atendidas as condições seguintes: a) se contar menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se da atividade; b) se contar mais de dez anos de serviço, será agregado pela autoridade superior e, se eleito, passará automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade.
Pode efetuar-se a impugnação, por meio de ação própria, de mandato eletivo; tal ação, proposta perante a Justiça Eleitoral, dentro do prazo de quinze dias contados da diplomação, tramita em segredo de justiça, devendo ser instruída com provas de abuso do poder econômico, corrupção ou fraude.
A atual Carta Magna veda a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só pode dar-se nos casos nela previstos, a saber: a) cancelamento de naturalização por sentença transitada em julgado; b) incapacidade civil absoluta; c) condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos; d) recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa; e) improbidade administrativa. 
Relativamente ao Poder Legislativo Federal, é ele composto pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal (Legislativo bicameral). Enquanto que aquela representa o povo do Estado, este destina-se a representar a Unidade Federada perante a União.
O cargo de Deputado Federal é eletivo, aplicando-se-lhe o sistema proporcional. Por força da Lei Complementar 78/93, o número de Deputados Federais, proporcional à população dos Estados e do Distrito Federal, não ultrapassará quinhentos e treze representantes. Efetuados os cálculos da representação dos Estados e do Distrito Federal, o Tribunal Superior Eleitoral fornecerá aos Tribunais Regionais Eleitorais e aos partidos políticos o número de vagas a serem disputadas. Nenhuma das Unidades da Federação pode ter menos de oito ou mais de setenta Deputados.
O cargo de Senador é igualmente eletivo; seu número é fixo: três por Estado e pelo Distrito Federal. Aqui, o critério adotado já não é o proporcional, mas sim o majoritário. Esclareça-se que, de acordo com o número de vagas em disputa -- a cada quatro anos, a representação de cada Estado e do Distrito Federal é renovada, alternadamente, por um e dois terços --, são eleitos os candidatos mais votados, sem a ocorrência de segundo turno. Isso quer dizer que se adota o sistema majoritário simples para a escolha dos Senadores.
No que tange ao Legislativo Estadual, o número de Deputados à Assembléia Legislativa corresponderá ao triplo da representação do Estado na Câmara dos Deputados e, atingido o número de trinta e seis, será acrescido de tantos quantos forem os Deputados Federais acima de doze. O critério adotado para a eleição é o proporcional. Essa sistemática aplica-se igualmente aos Deputados Distritais e à Câmara Legislativa.
O Legislativo Municipal, por sua vez, é representado pela Câmara Municipal. O número de Vereadores é proporcional à população do Município, devendo-se observar os limites constitucionais: a) mínimo de nove e máximo de vinte e um nos Municípios de até um milhão de habitantes; b) mínimo de trinta e três e máximo de quarenta e um nos Municípios de mais de um milhão e menos de cinco milhões de habitantes; c) mínimo de quarenta e dois e máximo de cinqüenta e cinco nos Municípios de mais de cinco milhões de habitantes. O critério empregado, aqui, é o proporcional.
No que toca ao Executivo Federal, sua chefia é exercida pelo Presidente da República, que é eleito pelo sistema majoritário em dois turnos (atualmente adotado, por exemplo, também pela França e pela Argentina). Efetivamente, dispõe a Constituição que será considerado eleito Presidente o candidato que obtiver a maioria absoluta de votos, não computados os em branco e os nulos; se nenhum candidato alcançar maioria absoluta na primeira votação, far-se-á nova eleição em até vinte dias após a proclamação do resultado, concorrendo os dois candidatos mais votados e reputando-se eleito o que obtiver a maioria dos votos válidos (isto é, excluindo-se os nulos). Objetiva-se dar ao candidato eleito maior representatividade popular.
Esse sistema é também adotado para a eleição do Governador de Estado e do Distrito Federal. No que concerne ao Executivo Municipal, seu chefe (Prefeito) é também escolhido por esse sistema, mas apenas nos Municípios com mais de duzentos mil eleitores. Tal significa que, nos Municípios com menos de duzentos mil eleitores, o sistema adotado é o majoritário simples.
A conclusão a que se chega, após essa análise panorâmica, é que o sistema eleitoral brasileiro é dotado de bastante complexidade. Convivem, lado a lado, o sistema majoritário simples, o sistema majoritário em dois turnos e o sistema proporcional. O que também se constata é que não há uniformidade absoluta, dentro de um mesmo Poder, relativamente ao critério adotado para o preenchimento de seus cargos eletivos. Com efeito, dentro do Poder Legislativo convivem o sistema proporcional e o sistema majoritário simples (este último adotado para a escolha dos Senadores); no Executivo, por sua vez, adotam-se o sistema majoritário em dois turnos e o majoritário simples (no caso do Prefeito em Municípios com menos de duzentos mil eleitores).
 

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Carlos Alberto Bittar Filho

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EU QUERO QUE A DILMA DESEMBARQUE NO CALIFADO

EU QUERO QUE A DILMA DESEMBARQUE NO CALIFADO DO ESTADO ISLÂMICO PARA NEGOCIAR COM TERRORISTAS. SEI QUE ELA ESTÁ PREPARADA PARA ISSO!

A estupidez da política externa brasileira não reconhece limites.
Não recua diante de nada.
Não recua diante de cabeças cortadas.
Não recua diante de fuzilamentos em massa.
Não recua diante da transformação de mulheres em escravas sexuais.
Não recua diante do êxodo de milhares de pessoas para fugir dos massacres.
Não recua diante da conversão de crianças em assassinos contumazes.
A delinquência intelectual e moral da política externa brasileira, sob o regime petista, não conhece paralelo na nossa história.
A delinquência intelectual e moral da política externa brasileira tem poucos paralelos no mundo — situa-se abaixo, hoje, de estados quase-párias, como o Irã e talvez encontre rivais à baixura na Venezuela, em Cuba e na Coreia do Norte.
Nesta terça, na véspera de fazer o discurso de abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, a ainda presidente do Brasil fez o impensável, falou o nefando, ultrapassou o limite da dignidade. Ao comentar os ataques dos Estados Unidos e aliados às bases do grupo terrorista Estado Islâmico, na Síria, disse a petista:
“Lamento enormemente isso (ataques aéreos na Síria contra o EI). O Brasil sempre vai acreditar que a melhor forma é o diálogo, o acordo e a intermediação da ONU. Eu não acho que nós podemos deixar de considerar uma questão. Nos últimos tempos, todos os últimos conflitos que se armaram tiveram uma consequência: perda de vidas humanas dos dois lados. Agressões sem sustentação aparentemente podem dar ganhos imediatos, mas, depois, causam prejuízos e turbulências. É o caso do Iraque, está lá provadinho. Na Líbia, a consequência no Sahel. A mesma coisa na Faixa de Gaza. Nós repudiamos sempre o morticínio e a agressão dos dois lados. E, além disso, não acreditamos que seja eficaz. O Brasil é contra todas as agressões. E, inclusive, acha que o Conselho de Segurança da ONU tem de ter maior representatividade, para impedir esta paralisia do Conselho diante do aumento dos conflitos em todas as regiões do mundo”.
Nunca a política externa brasileira foi tão baixo. Trata-se da maior coleção de asnices que um chefe de estado brasileiro já disse sobre assuntos internacionais.
A fala de Dilma é moralmente indigna porque se refere a “dois lados do conflito”, como se o Estado Islâmico, um grupo terrorista fanaticamente homicida, pudesse ser considerado “um lado” e como se os EUA, então, fossem “o outro lado”.
A fala de Dilma é estupidamente desinformada porque não há como a ONU mediar um conflito quando é impossível levar um dos lados para a mesa de negociação. Com quem as Nações Unidas deveriam dialogar? Com facínoras que praticam fuzilamentos em massa?
A fala de Dilma é historicamente ignorante porque não reconhece que, sob certas circunstâncias, só a guerra pode significar uma possibilidade de paz. Como esquecer — mas ela certamente ignora — a frase atribuída a Churchill quando Chamberlain e Daladier, respectivamente primeiros-ministros britânico e francês, celebraram com Hitler o “Pacto de Munique”, em 1938? Disse ele: “Entre a desonra e a guerra, escolheram a desonra e terão a guerra”.
A fala de Dilma é diplomaticamente desastrada e desastrosa porque os EUA lideram hoje uma coalizão de 40 países, alguns deles árabes, e conta com o apoio do próprio secretário-geral da ONU, Ban ki-Moon.
A fala de Dilma é um sarapatel de ignorâncias porque nada une — ao contrário: tudo desune — os casos do Iraque, da Líbia, da Faixa de Gaza e do Estado Islâmico. Meter tudo isso no mesmo saco de gatos é coisa de uma mente perturbada quando se trata de debater política externa. Eu, por exemplo, critiquei aqui — veja arquivo — a ajuda que o Ocidente deu à queda de Muamar Kadafi, na Líbia, e o flerte com os grupos que se organizaram contra Bashar Al Assad, na Síria, porque avaliava que, de fato, isso levaria a uma desordem que seria conveniente ao terrorismo. Meus posts estão em arquivo. Ocorre que, hoje, os terroristas dominam um território imenso, provocando uma evidente tragédia humanitária.
A fala de Dilma é coisa, de fato, de um anão diplomático, que se aproveita de uma tragédia para, uma vez mais, implorar uma cadeira permanente no Conselho de Segurança de ONU. O discurso da presidente do Brasil só prova por que o país, infelizmente, não pode e não deve ocupar aquele lugar. Não enquanto se orientar por critérios tão estúpidos.
Ao longo dos 12 anos de governos do PT, muita bobagem se fez em política externa. Os petistas, por exemplo, condenaram sistematicamente Israel em todos os fóruns e se calaram sobre o terrorismo dos palestinos e dos iranianos. Lula saiu se abraçando com todos os ditadores muçulmanos que encontrou pela frente — incluindo, sim, o já defunto Kadafi e o antissemita fanático Mahmoud Ahmadinejad, ex-presidente do Irã. Negou-se a censurar na ONU o ditador do Sudão, Omar al-Bashir, que responde pelo assassinato de 400 mil cristãos. O Brasil tentou patrocinar dois golpes de estado — em Honduras e no Paraguai, que depuseram legitimamente seus respectivos presidentes. Endossou eleições fraudadas na Venezuela, deu suporte ao tirano Hugo Chávez e ignorou o assassinato de opositores nas ruas, sob o comando de um louco como Nicolás Maduro.
E, como se vê, ainda não era seu ponto mais baixo. Dilma, nesta terça, deu o seu melhor. E isso quer dizer, obviamente, o seu pior. A vergonha da política externa brasileira, a partir de agora, não conhece mais fronteiras.
Pois eu faço um convite: vá lá, presidente, negociar com o Estado Islâmico. Não será por falta de preparo que Vossa Excelência não chegará a um bom lugar.
Por Reinaldo Azevedo